terça-feira, 11 de dezembro de 2012


TEMA: RECICLAGEM DE GARRAFA PET 
SERIE: 4º ANO. 
PERÍODO: 15 dias 
PROJETO: AJUDAR O PLANETA BRINCANDO 


Problematização: 

Como o acumulo de garrafas pet em ruas, bueiros e riachos podem prejudicar profundamente 
o Meio Ambiente. Este é um projeto educativo e artístico que visa difundir e estimular a 
conscientização ambiental nas crianças e na comunidade, oferecendo uma oportunidade para 
o exercício da cidadania. 

Justificativa 

Todos os dias, nesse mundo apressado, as pessoas usam cada vez mais produtos descartáveis 
que duram pouco e logo são jogados fora para ganhar tempo e diminuir o trabalho de limpar 
ou reaproveitar, agindo dessa maneira, produzimos montanhas de lixo, sujando nossa rua, 
bairro e cidade, sem contar os insetos e animais que o lixo atrai, causando doenças. Apenas 
três palavras resumem o que temos que fazer a partir de hoje e agora, para melhorar essa 
situação reduzir reutilizar e reciclar. 

 Conteúdos: 

. Definir o que é o Meio Ambiente. 
. Reciclagem de garrafas pet, montando brinquedos. 
. Poluição no Meio Ambiente. 
. Aquecimento Global. 
. Como afeta os animais. 
. Vida Urbana e Rural. 
. Números e quantidade. 
. Principais ideias, o que podemos inventar e produzir com as garrafas pets. 


Objetivo Geral: 


. Despertar nos alunos a consciência de que não só as garrafas pet mais também qual 
quer tipo de lixo pode ser selecionado para seu reaproveitamento. Visando a 
construção de brinquedos desse material. 
. Fazer com que os alunos repassem a seus familiares e a comunidade os valores que 
aprenderam na aula referente aos cuidados com o Meio Ambiente. Que os alunos 
possam utilizar dos conhecimentos obtidos nas aulas durante toda a vida 


Objetivo Específico: 

. Expor a importância de aprendermos e termos hábitos de separar o lixo domestico 
adequadamente. 
. Desenvolver e aplicar métodos que estimulem à compreensão dos alunos a 
importância que têm a reciclagem no meio que vivemos. 
. Mostrar aos alunos através da reciclagem que quanto maior o numero de lixo que 
tirarmos do meio ambiente, iremos contribuir para a redução do aquecimento global. 


. Fazer com que os alunos utilizem da reciclagem para preservar limpos rios, riachos, 
igarapés e outros espaços conservados, para que possamos melhor utilizá-los. 

. Estimular a reciclagem; 
. Desenvolver a criatividade; 
. Desenvolver a coordenação motora e sua habilidade; 
. Realizar visita ao lixão, realizar entrevistas; 
. Realizar oficina reciclar pet com as mães; 
. Reconhecer a necessidade de preservar; 
. Incentivar os alunos a não comprarem produtos que agridam o meio ambiente. 

Metodologia: 

. Dispor os alunos em grupos; 
. Expor aos alunos a importância do Meio Ambiente e da reciclagem; 
. Ações de recilclagem (socialização com os grupos); 
. Leitura de textos e cartazes; 
. Produção de desenhos, imagens e ilustrações de diversos tipos de garrafas pet; 
. Apresentar o “manual” de como fazer o brinquedo, explicando a partir do modelo; 
. Recorte e colagem, atividades xerocadas, produção de brinquedos, flor, jarros, Puff. 
Sondagem sobre o que os alunos sabem referente ao assunto, entrevista, visita á 
cooperativa de seleção de lixo; 
. Oficina de reciclagem, ação com a comunidade e exposição. 

Conteúdos a serem trabalhados: 

. Reciclagem e preservação do meio ambiente 
. Ética e cidadania 
. Consumismo 
. Linguagem oral 
. Motricidade 
. Artes e artesanato 

Recursos: 


Garrafas Pets diferenciadas. 

. Tinta Guache 
. Cola 
. Tesoura 



. Revistas 
. Cola quente 
. Pincel anatômico 
. Tinta spray 
. Barbante 
. E.V.A etc.. 

Atividades em cinco passos 

Roda de conversa: como a mamãe separa o lixo, o lixo da sua casa é formado por 
quais materiais? Sua mãe reutiliza algumas embalagens (caixas, potes de margarina, garrafas 
pet, vidro de azeitona). 

E sua mãe costuma fazer algum artesanato com esses materiais? 

Mãos a obra: Enviar o questionário aos pais, para que possam respondê-lo, promovendo um 
momento de interação entre pais e filhos, pois ao fim do questionário, pedir aos pais para 
mandarem garrafas pets para seus filhos. 

Montagem do mural: Confeccionar o mural, com as fotos dos trabalhos desenvolvidos em 
sala de aula, expor os trabalhos feitos por eles ( garrafas pets). 

Oficina da reciclagem: Em sala de aula, recolher as garrafas com os alunos. Ensinar algumas 
técnicas de artesanato (recorte e colagem, mosaico, dobradura, pintura, etc.). Confecções de 
objetos e brinquedos. 

Exposição geral: Expor o trabalho da turma junto aos outros trabalhos da escola, passeata. 


Avaliação 


Os alunos serão avaliados pela participação na produção artesanal, participação em grupo, sua 
criatividade, compreensão dos temas trabalhados e a experiência adquirida na confecção de 
seus trabalhos. Se todos os alunos conseguiram? Quem não conseguiu? 

Apresentação do trabalho:




OPINIÃO PESSOAL: o grupo nos mostrou inúmeras possibilidades da confecção do próprio brinquedo com as garrafas PET, coisas que nunca havia pensado e mais uma vez ressaltando a importância da reciclagem. Muito produtivo e com exemplos concretos.
Contação de história com reaproveitamento de material reciclável.



Justificativa: Este tema a ser abordado e trabalhado com os alunos justifica-se pelo fato de se promover a conscientização entre os mesmos da necessidade de se aproveitar os materiais disponíveis, com pouco ou nenhum custo de aquisição, uma vez que a grande maioria dos alunos os possui em casa proveniente de produtos utilizados no consumo do cotidiano.
Outra questão a ser trabalhada nesta aula, é valorização da confecção dos próprios brinquedos, despertando um olhar crítico quanto ao consumismo de produtos prontos e industrializados que a mídia tenta impor como melhores e mais importantes. 

Objetivo 
Através de uma história infantil, valorizar a confecção de um brinquedo feito através do reaproveitamento de materiais recicláveis, estimulando a linguagem oral e desenvolvendo a imaginação, fantasia e criatividade, promovendo a conscientização ambiental.

Objetivos específicos:


1-Favorecer a socialização através do trabalho em grupo;


2-Estimular a criatividade;


3-Confeccionar seus próprios brinquedos;


4-Promover a conscientização ambiental com relação ao reaproveitamento do material reciclável;


5- Melhorar a coordenação motora e a linguagem oral.

Metodologia: 
Iniciaremos a aula com a uma Contação de história. 
Oficina: em seguida os alunos serão divididos em grupos para confecção dos fantoches, personagens da história. 
Os fantoches serão confeccionados com caixa de leite e decorados com outros materiais de acordo com a preferência dos participantes. 
Após a confecção dos personagens, cada grupo deverá representar e recontar a história. 
Para finalizar, realizaremos uma socialização sobre a importância do reaproveitamento de materiais recicláveis e as possibilidades de se produzir um brinquedo com esses materiais. 

Recursos:

E.V.A Fita adesiva Caixas de leite 

Cola Tesoura


Lã Papel sulfite



COMO FAZER:


Lave a caixa de leite e recorte 1 lateral, 1 frente e 1 lateral,







Abra-a e dobre como se fosse fantoche, testando, colocando suas mãos na abertura







Cole com uma fita crepe as abinhas e encape com papel pardo ou outro tipo de papel.
E na parte interna, cole papel vermelho . 





Faça olhinhos, narizinho e boquinha e cole-os.
Cole o cabelinho que pode ser lã ou papel crepom.



Foto:




OPINIÃO PESSOAL: essa foi a apresentação do meu grupo, achei demasiadamente interessante a proposta lançada pela Vanessa. Além da importância da reciclagem, podemos confeccionar nossos personagens tal como os imaginamos e ainda apresentar a história em forma de teatro de fantoches o que requer imaginação e interação com os demais.
Brinquedo e Cultura
Autor: Gilles Brougère


A proposta de Brinquedo e Cultura é auxiliar os educadores na compreensão das múltiplas maneiras de utilização do lúdico por crianças até 10 anos em instituições educativas. Além disso, os artigos selecionados ajudam a desmistificar a ideia de que o brinquedo é próprio da infância e passam a associá-lo à cultura humana em geral. 

Por meio da difusão de modernos conceitos sobre o brinquedo e sua função na brincadeira, assim como por meio de exemplos extraídos de investigações acadêmicas, o filósofo francês Gilles Brougère introduz o leitor em uma nova lógica sobre o assunto. Com marcas acadêmicas de forte influência sociológica e antropológica, a leitura é fácil e sugere respostas a várias questões frequentes na prática educativa e pedagógica: brinquedos de guerra são válidos ou não? Qual a boneca mais adequada para a iniciação das crianças no faz de conta? Deve-se ou não deixar as crianças assistirem TV? Afinal, para que serve brincar com objetos industrializados? 

O foro principal do texto é deixar de lado os paradigmas psicológicos relativos ao brinquedo e buscar entendê-lo como produto de uma cultura com traços próprios. Seu uso pelas crianças representa mais do que uma influência negativa ou positiva. Ele introduz os pequenos nas formas, imagens de si mesmos e da sociedade na qual vivem de uma maneira histórica e cultural particular. 

Brougère surpreende com uma questão que, provavelmente, poucos se colocam: afinal, não somos nós mesmos, membros da sociedade, que damos sentido a esses objetos miniaturizados e distorcidos do real para que se produzam, distribuam e consumam brinquedos? 

Para contrapor-se às críticas quanto ao uso dos modelos industrializados, o autor finaliza com o belo capítulo Que Possibilidades Têm a Brincadeira, em que situa na história o discurso que valoriza essa atividade infantil, de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) ao romantismo, passando pelas concepções que definem práticas educativas distintas. A análise da relação entre brincadeira e cultura oferece uma ajuda preciosa na criação de um ambiente lúdico para os pequenos. 

Sobre o autor O filósofo e antropólogo Gilles Brougère é conferencista e diretor do Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Paris-Norte. Pesquisa a relação entre brincadeira, Educação e pedagogia escolar desde os anos 1970. 

Gisela Wajskop, autora desta resenha, é doutora em Educação e presidente e diretora pedagógica do Instituto Superior de Educação de São Paulo - Singularidades. 

Brinquedo e Cultura, 112 págs., Ed. Cortez, tel. 11/3611-9616


Trecho do livro
"Voltemos à brincadeira de guerra e tentemos compreender seu sentido: inegavelmente a criança se confronta com uma parte da cultura humana. Pode parecer chocante dizer que a guerra e a violência são componentes de nossa cultura. Contudo, não são necessários estudos históricos aprofundados para compreender a contribuição da guerra e da violência para nossa cultura, tal como ela existe. Basta limitar-se à atualidade para perceber, também, a parcela de violência das culturas contemporâneas. A brincadeira da criança, ao buscar recursos no ambiente que a cerca, só pode se abastecer com esse rico vocabulário da violência. Sendo uma confrontação com a cultura, a brincadeira é, também, confrontação com a violência do mundo, é um encontro com essa violência em nível simbólico. A criança deve dar sentido não só a isso, como ao resto. De que modo a violência poderia escapar dessa apropriação desde que compreendemos sua importância cultural? A criança tem de conviver com isso. Talvez a brincadeira seja o único meio de suportá-la (...) "


Brincadeiras cantadas


O QUE SÃO BRINCADEIRAS CANTADAS?

Brincadeiras cantadas são maneiras de iniciar o trabalho com a expressão corporal desde a infância. Organizados em roda, utilizando gestos e trabalhando com ritmo.  As brincadeiras cantadas trabalham a sensibilidade musical, seus ritmos próprios e a liberdade de expressão, além disso, amplia seu repertório musical como recurso de linguagem. Favorece a socialização através de atividades com músicas criativas e sobretudo, intensas contato físico, proporcionando assim uma maior desinibição das crianças com relação ao contato físico com os demais. 

Vivência na Disciplina:

As brincadeiras vivenciadas na disciplina foram:

1   1. LEGAL, LEGAL

Olá como vai, olá como vai

Eu vou bem, eu vou bem

E você vai bem também

Legal, legal, legal, legal (2x)

Sugestões: OLHO COM OLHO, MÃO COM MÃO, PÉ COM PÉ, QUADRIL COM QUADRIL E ABRAÇO.



2. Elefantão

“Olhando sem sessar,

O mundo que está lá,

Um grande animal,

De bicicleta vai,

É um elefantão,

Que pensa e ele tem

Uma trombinha para frente e um rabinho para trás.



3. Raishe (Ginástica japonesa)

Raishe (deve ser dito ao momento que se realiza os movimentos da “ginástica”

Tchê, tchê cole

Tchê colisa

Lisa, lisa mandhe, ow mandhedhe!

A letra é bem fácil....rs!



4. Festa dos animais

Lá vem o crocodilo,

O orangotango

As duas serpentinhas

A Águia Real

O gato, o rato

Não faltou ninguém

Só não se viam os dois pequinês.



5. Passeio de Trem

BRASIL

Andar de trem,

É bem legal!

Mas se puxar a cordinha

E se parar o trem,

O inspetor, logo virá

E mandará você descer do trem!

RIO GRANDE DO SUL

Andar de jegue

É tri legal!

Mas se tu puxas o arreio,

E se tu paras o jegue,

O seu guardinha

Logo virá, e mandará tu apiar do jegue!



FRANÇA

Andar de truá, é bem merrá

Mas se puxar cordoná,

E se parar o troá,

O inspetruá

Logo virá, e madará, você descer do truá



POLONIA

Andar de trinski

É bem meriski

Mas se puxar cordoniski

E se parar o trinski, o inspetriski

Logo virinski e mandariski, você descer do trinkis!



RUSSIA

Andar de troski

É bem meroski

Mas se puxar cordonoski

E se parar o troski

O inspetroski

Logo viroski

E mandaroski, você descer do troski!



6. PASSEIO NA FLORESTA

Eu agora vou passear, quem quiser pode acompanhar

Xiiii, mas tem uma floresta

Por cima não dá,

Por baixo não dá, vamos ter que atravessar

Toque, toque, toque, toque (2x)

Xiii, mas tem uma ponte ........atravessar

Xiii, mas tem uma montanha.....escalar

Xiii, mas tem um rio.....nadar

Xiii, mas tem uma caverna,

É escura, bem baixinha....temos que entrar devagar e com cuidado

Epa, achei uma coisa.....tem um fucinho gelado, os dentes afiados, é fofinho, tem um rabão cumpridoooooooo

É um tigre....corra

Fazer todo o caminho ao inverso.



7. A SARDINHA E O PATO

Uma sardinha, e o pato

Encontraram a maneira, de enfiarssem, em um sapato preto.....acrescentar características ao sapato.



8. COMANDO DE VALER

“Comando de valer” dá o inicio a brincadeira, toda vez que falar isso devem colocar as mãos na lateral do corpo.

Devem seguir o comando de voz não os gestos e somente quando for dito “comando”.



9. Iepo, etata iepo

“Iepo, etata, iêêpo,

Iepo, etata, ê

Iepo, etata, iêpo,

E tuqui-tuqui iepo,

E tuqui-tuqui Ê”

Iepo: palmas nas coxas

Etata: palmas com as mãos

Ê: estralar de dedos

Tuqui-tuqui: na cabeça.

10. MINUÊ

Minuê, minuê, me gusta la dance

Me gusta la dance a dança minuê (2x)

Cada vez que se canta a música, pede para o grupo fechar um pouco mais a roda.

11. Seu Mathias

Vocês conhecem o Seu Mathias, o rapaz que o trem pegou?

Não senhor, não conhecemos, mas queremos conhecer.



Coitadinho do Mathias que pegou uma "pneumia" e ficou com o braço assim...

(repete essa frase a cada vez que se canta o refrão e acrescenta mais uma parte do corpo que foi "machucada")

12. Cavalo Guloso:

Era um cavalo, guloso comia capim

De tanto comer capim, sua cabeça ficou assim:

Assim, assim, assim (4x)

Era um cavalo, guloso comia capim, de tanto comer capim, o seu braço ficou assim:

Assim, assim, assim (4x)



Cada vez que se canta, acrescenta uma parte do corpo que foi ficando deformado. Explicar para a criança as consequências de quando se come demais



Minha dica para diversificar o trabalho com a brincadeira cantada é dos vídeos do Palavra Cantada. Palavra Cantada é uma dupla musical infantil formada em 1994 por Paulo Tatit e Sandra Peres. É caracterizado por canções infantis de linhas marcantes, que prezam pela elaboração das letras, arranjos e gravações, com uma poética sensível e respeito à inteligência das crianças.

      
      Links:
     
      Palavra Cantada - Vem Dançar Com a Gente
      Palavra Cantada - Irmãozinho
      Palavra Cantada - O rato

OPINIÃO PESSOAL: acredito piamente na música como agente transformador e do poder da mesma na interação entre as pessoas. Penso que é uma ótima forma de fazer as crianças interagirem com o seu meio social.


BRINCADEIRA



A brincadeira é vista como uma possibilidade para a aprendizagem infantil. Educadores planejam no seu dia-a-dia na sala de aula atividades do brincar, com o objetivo de facilitar a aprendizagem dos seus alunos. Kishimoto (1998) afirma que:

“A brincadeira tem papel preponderante na perspectiva de uma aprendizagem exploratória, ao favorecer a conduta divergente, a busca de alternativas não usuais, integrando o pensamento intuitivo. Brincadeiras com o auxílio do adulto, em situações estruturadas, mas que permitam a ação motivada e iniciada pelo aprendiz de qualquer idade, parecem estratégias adequadas para os que acreditam no potencial do ser humano para descobrir, relacionar e buscar soluções.”

A imitação é uma oportunidade da criança realizar ações que estão além de suas próprias capacidades, o que contribui para seu desenvolvimento. Só é possível a imitação de ações que estão dentro da zona de desenvolvimento proximal do sujeito. Dentro da perspectiva de Vygotsky, a imitação não é mera cópia de um modelo, mas reconstrução individual daquilo que é observado nos outros. 

Para uma melhor assimilação vale assistir o vídeo A importância do Brincar de Kishimoto, segue link para o vídeo:

A importância do Brincar (Kishimoto) - A professora da faculdade de Educação da USP, Tizuko Morchida, fala um pouco mais sobre o papel das brincadeiras na educação infantil. Ela destaca que até os bebês aprendem a fazer escolhas POR MEIO dos brinquedos. No brincar a criança desenvolve-se integralmente.


OS BRINQUEDOS


Para Vygotsky, o ensino sistemático não é o único fator responsável para alargar os horizontes da zona de desenvolvimento proximal. Ele considera o brinquedo uma importante fonte de promoção do desenvolvimento,afirmando que apesar do brinquedo não ser o aspecto predominante da infância, ele exerce uma enorme influência no desenvolvimento infantil,num sentido amplo, se refere principalmente à atividade ao ato de brincar, ressaltando, que embora analise o desenvolvimento do brinquedo mencionando outras modalidades (como por exemplo, os jogos esportivos) dedica-se mais especialmente ao jogo de papéis ou a brincadeira de faz- de- conta (como por exemplo, brincar de polícia e ladrão, de médico, de vendinha, etc.). Este tipo de brincadeira é característica nas crianças que aprendem a falar, e que, portanto já são capazes de representar simbolicamente e de se envolver numa situação imaginária.
De acordo com o autor, através do brinquedo a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva que depende da motivação interna. Nessa fase (idade pré-escolar) ocorre uma diferenciação entre os campos de significado e de visão. O pensamento que antes era determinado pelos objetos do exterior passa a ser regido pelas idéias. A criança poderá utilizar materiais que servirão para representar uma realidade ausente, por exemplo. Uma vareta de madeira como uma espada, um boneco como filho no jogo de casinha, papéis cortados como dinheiro, para ser usado na brincadeira de lojinha, etc. Nesses casos ela será capaz de imaginar, abstrair as características dos objetos reais (o boneco, a vareta e os pedaços de papel) e se deter no significado definido pela brincadeira.
A criança passa a criar uma situação imaginária, como forma de satisfazer seus desejos não realizáveis. Esta é, aliás, a característica que define o brinquedo de um modo geral. A criança brinca pela necessidade de agir em relação ao mundo mais amplo dos adultos e não apenas ao universo dos objetos a que ela tem acesso.Dessa maneira a criança deve explorar livremente o brinquedo, mesmo que não seja da maneira que não esperávamos, não podemos interromper o pensamento da criança ou atrapalhar a simbolização que está realizando.
Devemos nos limitar a seguir, a estimular, a explicar, sem impor nossa forma de agir, para que a criança aprenda descobrindo e compreendendo e não por simples imitação. A participação do adulto deve ser em ouvir, motivá-la a falar, pensar, inventar. O brinquedo entendido como objeto, suporte de brincadeira supõe relação íntima com a criança, seu nível de desenvolvimento, indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regras que organize sua utilização. (Kishimoto, 1997).


OS JOGOS ESTIMULAM O APRENDIZADO




Os jogos podem fornecer oportunidades para explorarem aspectos da vida. Quando jogam ou criam os seus, as crianças terão uma compreensão maior de como o mundo funciona e de como poderão lidar com ele à sua maneira.

Os jogos podem ser afirmações do que está acontecendo, ou representações do que as crianças entendem. O jogo esta presente no dia-a-dia do aluno. É através do jogo que ele constrói grande parte de seu conhecimento, caracterizado pelo aspecto lúdico e prazeroso, e a interação com o outro é espontânea. Com o jogo, a criança ultrapassa seus próprios limites, adquirindo autonomia na aprendizagem. Com recursos pedagógicos, a professora poderá utilizar-se de jogos e brincadeiras em atividades de leitura e escrita, matemática e outros conteúdos, devendo, no entanto, saber usar o jogo no momento oportuno.

VANTAGENS DE SE USAR O JOGO: 




Melhora a socialização entre os alunos; 
Permitir a criança a ser menos egocêntrica; 
Viver situações de competição e colaboração; 
Desenvolver a capacidade de observação, comparando diferenças e semelhanças; 
Aprender com mais facilidade de modo agradável; 
Apresentar algo desafiador para as crianças desenvolverem; 
Aprender a trabalhar em grupo, respeitando o outro. 

Texto com base no Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil. 1996